Pergunte ao Google

tem a ver sobre...

sábado, 14 de novembro de 2009

Who Do You Know?


A internet é cruel senhores e isso é fato consumado mas desde meados dos anos 90 uma empresa se destaca nessa brincadeira de infinitos bytes e essa empresa é o Google. A Internet não é a mesma sem o Google e acho difícil alguém batê-la de frente a não ser que esse alguém seja você internauta. E é nisso que eu gostaria de escrever agora.

O brasileiro passa muito tempo na internet. Muito tempo mesmo e uma das ferramentas do Google mais utilizadas por nós brasileiros qual é? Orkut. Talvez a melhor vitrine do poder de fogo dos brasileiros com o uso da internet, o Orkut já foi vítima e herói, já virou música e já apareceu em filmes e é praticamente currículo e página pessoal ao mesmo tempo.

Pois bem, há tempos o Orkut não oferecia nada de novo propriamente dito e nós vivíamos o sentimento de "Tá ruim mas tá bom" até o Facebook dar as caras por aqui ou melhor, nós darmos as caras no Facebook. Eu conheço o Facebook, o MySpace, o Twitter e o Orkut desde o surgimento que foi mais ou menos no mesmo tempo mas optei pelo Orkut, na época o mais inovador de todos eles porque era exclusivo, era preciso um convite para que você fizesse parte e isso era muito legal.

Hoje muitos começaram a migrar para o Facebook que depois de reformado ficou infinitamente mais agradável. Quem se lembra do antigo Facebook sabe do que estou falando, eu mesmo migrei para o Facebook logo depois que voltei do navio por questão prática, lá fora o Facebook é o Orkut da galera então ao invés de converter todos os meus amigos a entrarem no Orkut (o que eu fiz com alguns) era mais fácil ter um perfil no Facebook e logar qdo eu quisesse me comunicar.

O Google percebendo essa movimentação se mobilizou e lançou o Novo Orkut (que já estava pronto ou vocês não repararam que o "beta" tinha saído do logo deles?) com a mesma estratégia que fez sucesso no começo, o WDYK. Assim como no antigo sistemo tudo depende daquela pergunta que marcava a página inicial do Orkut. Who Do You Know? Quem você conhece.

Para ter o novo Orkut, um amigo seu que já tenha tem que te convidar. Sem convite, sem Novo orkut e portanto isso quer dizer que você não conhece as pessoas certas. O novo Orkut está com a carona do Facebook devo dizer, mas isso não me incomoda juro que ainda assim prefiro o Orkut mas não abandonarei o Facebook que tem uma entrada muito maior no exterior do que no Brasil.

O que me apaixonou com esse lançamento foi a mobilizaçãode uma empresa para lançar um produto novo para um público quase 90% brasileiro, outras grandes empresas não fariam isso e tenho certeza a fazer esta afirmação. Microsoft, Sony, Nintendo e outras grandes empresas do ramo de diversão e interatividade estão pouco se lixando para o Brasil. Não temos nenhum representante oficial dessas marcas em questão de conectividade, nem mesmo o próprio Facebook que tem a Microsoft por trás faz isso.

O Goggle não. O Google quando faz uma ação dessa demonstra respeito, carinho e profissionalidade. Por isso que eu gosto do Google e apoio empresas com esse tipo de pensamento, com esse tipo de atitude. Assim como aprendi no navio com os meus amigos italianos - "Ciò significa che il rispetto" - Isso significa respeito, e respeito não pode ser comprado ou vendido, apenas conquistado e perdido.

O Novo Orkut demorou mas me respeitou e é por isso que eu não vou trocá-lo por outra rede social tão cedo. Mas se o Google não ficar esperto logo logo eles vão ter que rebolar. O projeto Goggle Wave promete uma espécie de web 3.0 com uma integração que chega a mesclar as ferramentas e o modo como convivemos com elas mas a integração do Twitter com o Facebook e ambos com a rede Xbox Live e consequentemente com o Passport.Net mais conhecido por nós como Windows Live ID já está acontecendo e já dá o que falar

Por tanto daqui a pouco tempo teremos uma revolucionada nas redes sociais como as conhecemos. basta saber quem vai chegar primeiro. Preparem-se, quem tiver "profile" verá!

Fui.

sábado, 31 de outubro de 2009

Do que é a hipocrisia


Não poderia deixar de comentar o episódio ridículo da Barbie de minisaia na faculdade do interior de SP. Não por causa dela e sim por causa do restante dos alunos. Somos hipocritas senhores, somos hipócritas, moralistas, sexistas e o pior discriminamos as pessoas por algo que gostaríamos que acontecesse conosco em nossas vidas.

Quantas fantasias não se tem sobre a mina gata que aparece de minisaia do nada na sala de aula? Ok. Tudo tem hora, tudo tem lugar, mas as atitudes dessas pessoas, desses universitários seduzidos por mensagens publicitárias de juventude, liberdade e muitas vezes meninas gatas, ofenderam, denegriram e abusaram da imagem de uma infeliz que decidiu testar o quanto poderia aparecer de minisaia na faculdade.

Existem milhares de modos diferentes e mais eficientes de se reprimir um comportamento como o dessa moça. Na entrada um segurança poderia alertá-la disso, o professor poderia alertá-la disso. Ela mesma poderia se tocar disso, mas enfim, decidiram pela barbárie. Decidiram pelo pior comportamento possível. Olho por olho, dente por dente.

Digo o seguinte, se eu fosse essa moça eu faria exatamente o que fazem celebridades quando ganha a celebridade instantânea. Cobraria e agendaria entrevistas para os grandes jornais, faria um book fotográfico sensual, lançaria um livro, se tivesse afinidade política me canditaria a algum cargo público.

Deram para essa menina exatamente o que ela queria, só basta saber se ela saberá aproveitar bem e assim mais uma vez prova-se que nesse país, o escândalo é a melhor maneira de se alçar o sucesso. A melhor maneira de conseguir algo melhor na vida é subir em cima da ignorância dos outros. Meus parabéns a essa moça.

Assim como a Sabrina Sato hoje é minha filósofa inspiradora da atualidade. Posso dizer que a Geyse hoje é um exemplo para todos aqueles universitários da Uniban, principalmente os de publicidade e propaganda, de como é fácil alcançar grande massa e público com algo tão banal que é sexo e pior, o quanto isso está na mente das pessoas.
 Porque aliás tive acesso a uma foto do vestido que ela estava vestindo realmente. Quer dizer, fizeram tanto escândalo por causa desse tanto de roupa? Gente que absurdo. Tem baladas crentes que as meninas vão com menos roupa. Que vergonha de vocês seus bárbaros pervertidos.

Crédito da foto Júlia Chequer/R7

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sempre se esquecem dos games no Mkt 2.0


Na casa da minha namorada eu vi um powerpoint das aulas de dois professores de uma universidade local aqui de santos falando sobre consumidores 2.0 e nessa aula tinha uma classificação dos consumidores em 2 grupos, que retirados seus rótulos em inglês quer dizer que um produz conteúdo e outro agrega e distribui conteúdo.

Haviam exemplos de várias ferramentas e ações de mkt 2.0. 90% dessas ferramentas desconhecido e não utilizado pelo público brasileiro, apenas do pessoal europeu, estado-unidense e japonês.

O que nós utilizamos como ferramentas foram totalmente passados por cima. Talvez porque os não tenhamos o hábito? Talvez. MSN, Orkut, Facebook, Fóruns de Discução e e-stores ainda são os nossos meios preferenciais de decisão de compra. Não temos por aqui tantos códigos de barra EPC/RFIDs, mas mesmo assim o que senti falta e que ignoraram totalmente foram as redes sociais criadas por meio de video-games.

Eu mesmo quando fiz minha palestra sobre video-games pra uma classe há 2 anos atrás já apontava a revolução que seria e atualmente é essas redes para os jogadores e a influência de compra dessas redes. O quanto importante para os consumidores é o XboxLive, o PlayStation Network e o Wii Shop Channel? Não só para compras de jogos ou acessórios e mapas para os games mas também para comunicação no geral?

Claro, falamos aqui de um número restrito e específico, mas não são eles os mesmos públicos específicos e restritos que tem acesso aos RFID´s da vida? Eu por exemplo quando ganhei o meu Xbox 360 fiquei decepcionado em primeiro lugar. estava acostumado com a Sony e tal´z. Mas me encantou a Live.

Hoje eu jogo procurando mais pessoas na Live não só pelo fator diversão que é ampliado infinatamente%, mas também para trocar idéias de que jogo é o mais cotado. Qual vai ser o hit, os lançamentos e também trocar idéias ente um tiro e outro de Halo ou Gears of War onde eu encontro Hd´s, roupas, onde é mais legal pra sair, qual o filme que tá bombando etc etc etc...

O pessoal que fica On nessas redes não discutem só games. Discutem a vida em geral, até porque o game tá lá na sua frente bombando. Meus professores mais uma vez usaram de ctrl+c/ctrl+v para fazer a matéria deles. Que não tirando o seu devido mérito é bem mindblasting já que aqui em Santos, a tecnologia mais avançada que temos nisso é uma figurinha promocional da Elma Chips nos pacotes de Doritos, mas eles bem que podiam se lembrar que os games estão aí pra revolucionar.

Agora só pra deixar vocês de queixo caído, os que não sabem é claro, pelo XboxLive vai dar para acessar facebook e twitter, redes que meus professores também apontaram como grounbreaking. A Sony não ficou atrás e já tinha o NetFlix que foi também incorporado. A Big N também tem o seu Wii Connect24, mas sem muitas novidades por enquanto. Se as redes de games(rs) estão agregando essas redes sociais da web eu acho que eles deveriam um pouquinho mais em consideração isso aí como ferramenta de mkt e comunicação.

Mas tudo bem, não os culpo. Vai ver que eles não tiveram a chance de jogar Halo 3 com 16 pessoas discutindo como vamos garantir a paz mundial.
Fui!

originalmente publicado no blog Player 02 - Press Start

O quanto é importante o QI




Não vou ser repetitivo. Todo mundo sabe que para se conseguir algo novo, melhor ou mais eficiente só existem duas maneiras. A fácil e a difícil. A difícil todo mundo conhece, trabalhe duro, sacrifique seu tempo, persista e faça acontecer lentamente, pedra sobre pedra e quando conseguir comemore. A fácil todo mundo conhece também, mas poucos tem acesso que é ter alguém que você conheça que faça isso por você e quando conseguir, compartilhe.

A história que aconteceu bem perto de mim só ilustra o quando se é importante conquistar e manter os relacionamentos humanos. Uma pessoa que conheço e estimo decidiu comprar uma moto. Trabalhou, ralou, pagou impostos, demorou um tempo para conseguir pagar a moto, mas no final conseguiu. Todo o trabalho valeu a pena. Fez o caminho difícil.

Belo dia, fez como qualquer outra pessoa. Deixou sua moto numa rua movimentada da cidade, perto de faculdades, barzinhos e comércios e foi resolver suas coisas. Não demoraria muito, aliás menos de duas horas. Quando voltou descobiu que sua moto foi roubada. Tecnicamente impossível já que a rua tem bastante gente e existem seguranças particulares das lojas no local, mas ok. Já era. Perdeu boy.

Eis que entramos no clímax. Qual o procedimento que acontece quando se tem um bem roubado? Acionar a polícia correto? Fazer boletim de ocorrência e torcer para que a eficiência da instituição civil e militar e ouso dizer federal em grande parte falida e sem condições ou motivações suficientes de investigar coisas moires, faça algo para você, cidadão recuperar o seu bem, no caso a moto correto? Coisa pequena que não vai pro jornal. Pois bem.

Bem, essa pessoa decidiu não fazer isso. Decidiu ao contrário acionar sua rede de contatos e todos nós temos algum tipo de (des)conhecido que (des)conhece alguém que pertence ao submundo. Tudo sem certezas, mas afinal que certezas a polícia ia dar do mesmo jeito?

Depois de alguns torpedos sms, ligações e comentários com vizinhos, essa pessoa recebeu de um (des)conhecido a notícia que sua moto estava intacta num desmanche clandestino mas ele teria sua suada moto de volta se fosse paga a fiança de X reais. Usando da mesma rede de contatos, algum (des)conhecido foi com a grana e recuperou a moto de volta. Intacta. E isso me levou a uma crise ética e faz pensar.

Eu sou contra a criminalidade, não vejo nada de bom nisso exceto na fantasia onde podemos quebrar as leis de forma seguras e dentro da lei, mas no mundo real, nesse aqui agora, o modo como essa moto foi recuperada é impressionante. Todos sabemos que desmanches não demoram a fazer o serviço e revender as peças, então usando uma forma alternativa, usando uma rede de contatos com pessoas (des)conhecidas e com a mesma certeza de recuperar a moto como se fosse ido a polícia foi possível recuperar a moto de modo muito mais rápido e com menos burocracia. Só que é injusto.

Eu mesmo me questionei se a extorção para recuperar a moto valeria a pena. Mas se pensarmos o que eu, nossa família, amigos e rede de contatos, pagamos de impostos para o Estado, pelo que usamos efetivamente e com os resultados apresentados, acho que dá na mesma. Só que é injusto.

Me pergunto se devemos confiar nesta forma de Estado Paralelo que se forma com a criminalidade. Essa pessoa deveria denunciar essa situação às autoridades? Em um primeiro momento acreditei que sim. Por justiça. Mas e como ficam as pessoas da rede de contatos que ele usou para chegar até ela? E se ele precisar de novo dessas pessoas não por esse motivo mas para algo mais sério? O que o Crime faria com essas pessoas? O que a Polícia faria?  O que as mães, filhos, viuvos e viuvas pedem quando são entrevistados pela TV? Justiça não é mesmo.

A questão ética eu juro que não consegui resolver. Me sinto em dúvida. Eu tenho idéias que ajudariam a resolver a criminalidade sem usar leis e repreensão ilimitada, como a criação de centros comunitários de proteção e uma rede pública de monitoramento das vias públicas pela web.

A única conclusão que eu cheguei até agora com essa história é que eu preciso, cada vez mais, aumentar minha rede de contatos, aumentar o meu QI.

Crédito da foto para http://www.wisdomportal.com

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sobre processos seletivos





Fora a parte de preencher uma série de dados repetitivos, já que virtualmente meu currículo está nas principais plataformas de RH do país, e bem que poderia haver uma integração desses sistemas, eu adoro responder os campos de opinião destes processos, porque simplesmente nos fazem pensar de modo diferente. Hoje estou fazendo um questionário dentro da área de telecom com as seguintes perguntas:

Na sua opinião, qual a importância da gestão de serviços na estratégia das empresas de Telecomunicações?

Igor Tomaz: Creio que a gestão de serviços tornou-se essencial pois a base das empresas de telecomunicações é a prestação de serviços e não o produto em si. Produtos como celulares, handhelds, palmtops e smartphones são variáveis e na área de telecom acabam tendo um ciclo muito rápido de obsolescência. Serviços por outro lado estão na outra ponta deste pensamento. Se o serviço prestar ao consumidor e às suas necessidades obviamente este se torna o diferencial e fator principal de escolha entre empresas concorrentes.

Que característica você considera essencial para o profissional cujo o foco é o cliente?

Igor Tomaz: Empatia. Colocar-se na situação em que o cliente está e principalmente entender o modo de como esta pessoa se sente em relação a uma situação específica na minha opinião é o essencial. Há pouco tempo tive um problema sério com uma grande marca de eletrônicos. O que não me fez tomar providências legais contra essa marca foi exatamente a forma como fui atendido. Ainda me sinto contrariado, mas é possível perceber que o outro lado está sensibilizado e tomando todas as providências possíveis para me manter como cliente.

Na sua opinião, quais são as dificuldades de um profissional para ser “simples assim”?


Igor Tomaz: Ter senso crítico apurado e conhecimento suficiente para conseguir converter especificações técnicas e termos complexos em uma comunicação que pertença ao mundo em que o cliente esteja familiarizado. Resumindo: Traduzir termos técnicos em soluções práticas. Simples assim.

---
Agora uma pequena opinião sobre processos seletivos. Creio que estas ferramentas de RH deveriam ter um sistema de busca ou sei lá que pudesse identificar blogueiros que nem eu e tantos outros que já cansaram de responder determinados assuntos.

Não é o caso desse processo seletivo já que eu achei as perguntas bem inteligentes, mas convenhamos tem cada um que mais parece cilada. Praticamente nenhuma dessas páginas de processo seletivo tem alguma opção de feedback sobre o próprio processo.

Pior que estar procurando emprego é ter de bater de frente com perguntas batidas, sem conteúdo ou que simplesmente não tem nenhum nexo; e não, não me venha falar que Freud, ou a escola behaviourista, humanista, cognitiva ou a que seja explica isso por que não explica; pra mim parece que faltam a alguns profissionais de RH um pouco do que eu disse ali em cima, um pouco de empatia.

Entretanto não posso de dar os meus parabéns àqueles que se esforçam para fazer um processo seletivo decente. Valeu galera e continuem o bom trabalho estudando a alma humana!

credito da foto: gettyimages

Meu novo blog tá fresquinho galera!

É só compartilhar com o resto do pessoal!

http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&safe=off&client=firefox-a&rls=org.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial&hs=65v&q=share+widgets+for+blogs&btnG=Pesquisar&meta=

Shared via AddThis

domingo, 11 de outubro de 2009

Minha estratégia da Colgate



O mais intrigante de ter estudado publicidade e propaganda é a aplicação de todos os meus conhecimentos em um momento como esse em que estou, ou seja, procurando um novo emprego. É nesse momento em que boa parte da dúvida dos nossos clientes, dos meus clientes são sentidas a finco, na pele.

A publicidade como ferramenta de marketing é um instrumento poderoso simplesmente porque essa arte, a arte publicitária é senão um amálgama, uma fusão de diversas outras artes e campos do conhecimento humano. Por tanto quanto mais acesso você tem a esses materiais, mais chances você tem de sucesso.

Pois bem, usando um exemplo, meus clientes na maiora das vezes em que proponho a criação de alguma inserção na esfera virtual ficam extremamente animados. Os que não tem ainda alguma inserção nesse campo quase aplicam um auto-flagelo quando eu sugiro isso. Sabem que estão a anos-luz dos seus concorrentes.

Paradoxalmente eu mesmo nunca tinha feito um site para mim. Não com o perfil profissional por assim dizer. E não foi por falta de conhecimento, afinal eu tinha feito e trabalhado para vários clientes já nesse aspecto mas talvez mais por uma falta real de confiança escondida na quantificação de resultados dessas ferramentas.

Na realidade os efeitos da publicidade e da propaganda é muito subjetivo. Quantificar click-views, acessos únicos, pageviews, CPM, Ibope, tiragem e etc é relativamente fácil, mas essas métricas são falhas quando se fala na mudança ou tomada de decisão, de opinião ou de conceitos.

Uma análise em mim mesmo me pôs em cheque quanto ao uso eficiente da publicidade. Nessa análise eu encontrei os comerciais da Colgate. Eu nunca levei a sério aqueles dentistas que dizem que usam e recomedam Colgate. Sei lá, parece montagem isso por mais que tenha o número de registro deles lá da ABO. Mas atualmente depois de mais de 5 anos com essa mensagem no ar eu meio que estou começando a acreditar. É eficaz? Hum... sim por assim dizer.

Voltando ao coração do assunto, a maioria dos meus clientes querem soluções imediatistas com o uso da propaganda. Querem que o site ou anúncio ou o que seja faça com que seus clientes entrem em um frenesi compulsivo de compras, invadam seus estabelecimentos e levem tudo dali. Como se fosse uma nuvem de gafanhotos. Well dearings... not so fast...

Quando isso acontece as vezes eu até explodo mentalmente a cabeça da pessoa devido a suposta ignorância desse pessoal com o uso da ferramenta propaganda/publicidade. Mas aí voltando a mim procurando um emprego, o que está por trás dessa campanha de comunicação como a criação do blog e o volume da minha presença na web? Um resultado imediatista! Oh não! Fui infectado!!!

Esse é sentimento que tenho e não deixa de ser uma esperança é claro. Mas isso me leva a crer que a maioria das pessoas que estão com uma grande crise para lidar e mais ainda aquelas que entram em contato com a publicidade pela primeira vez esperam, mesmo não confiando tanto assim, de resultados em publicidade para resolver seus problemas de curtíssimo prazo.

Óbvio isso é um erro. Essa de "Basta anunciar para vender e esperar esfregando as mãos" já acabou a eras atrás, ainda bem, pois aumentou o nível de qualidade dos produtos e serviços, mas a mentalidade das pessoas ainda é a mesma. Então imaginem meu espanto quando descobri que quem diria, eu, que sempre me achei tão "hype" tão "over the edge", por dentro era mais um dinossauro. Não, um fóssil de dinossauro. Praticamente uma Chade...

Bem felizmente isso também me fez enxergar o outro lado da moeda. Em que é melhor tarde do que nunca para trabalhar a publicidade e propaganda como a ferramenta que ela é, e trabalhando direito consegue-se os resultados que queremos. Mas que fique bem claro que quanto antes melhor.

Até porque muitos andam iludidos com essa onda de sucesso instantâneo, 100 milhões de views no youtube em 1 mês e tal não garante nada, são picos, golpes de sorte até para veteranos da comunicação (ou vc acha mkt viral previsível?). O consumidor quer cada vez mais qualidade de informação porque quantidade vem até nós sem esforço. Certa está a Colgate e tantas outras empresas e pessoas que estão mandando ver nas mensagens delas, sem desistir, para construir e reforçar a imagem delas.

Ainda bem que eu acordei a tempo, só espero que eu consiga convencer o mercado mais rápido que a Colgate fez comigo. Não quero que demore 5 anos para conseguir um novo emprego!

crédito da foto por google engine